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Publicada em: 2020-12-02

 

Neste 1º de dezembro, vamos falar sobre o Estigma e Discriminação em relação às Pessoas Vivendo com HIV e AIDS(PVHA)

 

 

 

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“Para nós que vivemos com HIV e Aids o estigma e a discriminação são grandes obstáculos em nossas vidas porque impacta diretamente na adesão ao tratamento como também nas relações sociais seja no âmbito familiar, comunitário e de trabalho. Importante reforçar que a estigmatização é um processo social que desempenha um papel chave na ampliação da desigualdade e legitima a violação dos direitos humanos das Pessoas Vivendo com HIV e AIDS(PVHA) com repercussões sobre nossa integridade e bem-estar.

Em 2019, segundo resultado de uma pesquisa sobre o Índice de Estigma em Relação às Pessoas com HIV e Aids (PVHA) apresentou um diagnóstico muito triste e preocupante em relação a situações de discriminações a que estão expostas às PVHA em nosso país, mesmo estando na quarta década da Aids. Tivemos muitos avanços, seja tecnológicos e biomédicos, mas a mesma pesquisa revelou que para 81% das pessoas entrevistadas tinham dificuldade de revelar que vivem com HIV devido ao estigma e discriminação, tendo como consequência mais comum o assédio moral, a exclusão social, a agressão física e a perda de emprego – mesmo com o arcabouço legal já existente no país para proteger às PVHA, reforçado pela lei 12.984/2014, que tornou crime punível com reclusão e multa atos de discriminação contras às PVHA. Por estes e outros motivos é importante conversar sobre estigma e a discriminação.

Para termos um ambiente de trabalho saudável, amigável, solidário e produtivo importante construirmos um ambiente que respeite as pessoas, independente de sua sorologia positiva para o HIV ou orientação sexual ou de identidade de gênero. Viver com HIV não é um status de incapacidade laboral como também não pode ser motivo para demissão. As pessoas podem viver com HIV e conviver normalmente com outras pessoas no ambiente de trabalho sem colocar em risco de infectar o/a outro/a. Desconstruir mitos sobre o HIV e Aids e a cultura do estigma realizando intervenções positivas internas nas empresas é importante para contribuir  no cuidado da saúde, na atenção psicossocial,  como também  ajuda a diminuir o efeito do estigma e da discriminação em trabalhadores/as que não querem expor sobre sua soropositividade no ambiente de trabalho, que é um direito. Sempre incentivo as organizações dos diversos setores que se informem mais e acolha esse/essa trabalhador/a. Seja solidário/a e contribua para que sua empresa seja considerada um espaço livre do estigma, do preconceito e da discriminação.”

 

Texto por:

Jair Brandão

Formado em Gestão Pública, Ativista e Assessor de Projetos da Gestos, pós graduando em Saúde Coletiva. Integrou o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. Ponto Focal Titular do Grupo de Pessoas com HIV e Afetados pelo HIV do Mecanismo de Participação da Sociedade Civil do Fórum de Países da América Latina e do Caribe de Desenvolvimento Sustentável na CEPAL e da  RedLA+ (Rede Latino-americana de Pessoas Vivendo com HIV e Aids) no Brasil na representação da RNP+ Brasil. Ativista do Movimento Nacional de Luta Contra Aids e Tuberculose.
Um dos criadores e o primeiro Coordenador da Política de Saúde Integral da População LGBT em Pernambuco. Um dos fundadores da Parada da Diversidade de Pernambuco. Mobilizador e Secretário Nacional de Articulação Política da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+ Brasil)

 

 

 

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